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the Degree Confluence Project
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Brazil : Bahia

5.6 km (3.5 miles) ENE of Prata, Bahia, Brazil
Approx. altitude: 414 m (1358 ft)
([?] maps: Google MapQuest Multimap world confnav)
Antipode: 17°N 140°E

Accuracy: 80 m (262 ft)
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#2: Sul / South #3: Leste / East #4: Tela do GPS / GPS proof #5: Local da cobra e passarinho / Place of the snake and birdie #6: Trilha de subida e sitio abaixo / Track to up and down hill #7: Onde deixei o carro / Where I left the car

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  17°S 40°W  

#1: Oeste / West

(visited by Artemario Silva)

English

13-Jul-2010 -- Muito embora minha tentativa de visita tenha ocorrido em Julho de 2010, somente agora estou enviando estas informações; isto se deveu a um problema que ocorreu com meu Notebook; a principio pensei ter perdido todas as informações, (parte deste texto, fotografias, trajeto gravado pelo GPS, e etc.), mas felizmente consegui recuperar estes dados e estou agora pleiteando a conquista da confluência 17 Sul - 40 Oeste.

Era Julho de 2010 e eu estava de férias, como havia um compromisso familiar bem no meio das minhas férias, decidi dividi-la em duas etapas, nas quais eu tentaria visitar 2 confluências (16 Sul – 41 Oeste e 17 Sul – 40 Oeste) na etapa 1, retornaria a Petrópolis, e depois tentaria chegar em outras duas confluências (14 Sul – 44 Oeste e 15 Sul – 43 Oeste) na segunda etapa das férias; pois estas eram aproximadamente as mais próximas de Petrópolis, sendo que consegui realmente ficar próximo apenas desta confluência 17 Sul – 40 Oeste.

Dia 08/Jul/2010, Quinta-feira. Saímos de Petrópolis eu, minha esposa e nossa fiel companheira de viagens: Lilica, uma simpática cadelinha da raça Yorkshire, na época com uns 6 meses de idade e pernoitamos em Manhuaçu.

Dia 09/Jul/2010, Sexta-feira, saímos de Manhuaçu e chegamos para o almoço em Ipatinga onde pernoitamos na casa de parentes.

Dia 10/Jul/2010, sábado, saímos de manhã de Ipatinga e chegamos no fim da tarde em Teófilo Otoni, Onde passamos a noite. Aproveitei a estadia no hotel para preparar os últimos detalhes da pretensa visita, consultando mapas, traçando rotas manuais no Google Earth e passando essas rotas para o GPS, etc.

Dia 11/Jul/2010, Domingo, perambulamos um pouco em Teófilo Otoni, almoçamos e após; partimos para Nanuque onde chegamos no fim da tarde e pernoitamos.

Dia 12/Jul/2010, Segunda-feira, saímos de Nanuque por volta das 09:00 da manhã e seguimos viagem; passamos por Senador Aimorés, Lajedão, Medeiros Neto, Veredas e finalmente, quase já no meio da tarde, chegamos em Prata, um lugarejo que embora bem diminuto, constava em meu mapa, bem como no Google Earth, fizemos um pequeno lanche, demos uma volta pela vila e fomos em busca de nosso objetivo maior.

Era agora que a aventura realmente começava, pois, por um motivo que não sei qual é, a rota que eu havia inserido no GPS, não estava funcionando como planejado, o aparelho mostrava apenas uma linha reta entre o ponto em que eu estava e a dita confluência, ou seja funcionava apenas como uma bussola eletrônica, de modo que quando surgia uma bifurcação, eu contava mesmo, era com meus instintos, intuição, sorte e sei lá mais o que.

A estradinha era mesmo boa para um 4x4; felizmente eu estava em um, uma Pajerinho TR4 2005 muito valente; passamos por várias porteiras, e cada vez aumentava mais a sensação de que estávamos invadindo a propriedade alheia, sem contar que a estrada ficava cada vez pior, isto é melhor, não para minha esposa, mas para mim, com certeza.

Chegamos então a uma porteira de fazenda, onde era muito forte a sensação de invasão, minha esposa estava bem incomodada com esta impressão, mas decidimos seguir em frente mesmo assim; passamos ao lado de um curral, depois de uma casa onde não vimos ninguém e de um modo meio estranho, para nossa sorte, a estrada assumia agora uma aparência, em que não era tão forte aquela sensação de invasão.

Além das porteiras havia também inúmeros mata-burros, pontes toscas feitas de troncos brutos, em bom estado de conservação ou não, de modo que as vezes, preferíamos passar diretamente sobre o riacho, havia também bastante buracos de erosão, mas nada grande o suficiente para nos deter.

Vimos um sítio e resolvemos parar e conversar com os moradores, já que parecia a esta altura que a dita confluência ficava em seus domínios. Fomos muito bem recebidos, porém a senhora que nos atendeu disse não entender nada do que eu pretendia e encaminhou-me então à sua filha, que por ser mais estudada certamente entenderia meus misteriosos propósitos. Tendo explicado tudo à moça, esta tranqüilizou sua mãe, dizendo que não tinha nada de mais, éramos apenas uns desmiolados que por falta de ter coisa melhor a fazer, resolvemos andar atrás de um ponto perdido no meio do nada, mas éramos “gente boa”; tendo a mãe concordado com a filha, ainda assim achava melhor esperar pela chegada de seu marido para poder autorizar minha subida do morro para onde minha bussola eletrônica estava a apontar.

Já era o final da tarde, conversamos um pouco com as duas, mãe e filha enquanto conhecíamos o curral do sítio, descobrimos nesta conversa que esta família era da cidade de Teixeira de Freitas – Bahia; finalmente por volta de umas 17:00, o respeitado cidadão chegou de moto, pois tinha ido fazer umas comprinhas, lá em Prata, tendo tomado ciência de nosso objetivo e confiando em sua filha, este assentiu com um gesto de que eu podia sim pegar o tal aparelho e ir procurar o tal do ponto. Fui então apenas eu, meu GPS e minha câmera fotográfica; minha esposa e a Lilica ficaram de prosa com estas simpáticas personas.

Cheguei a uns 1200 metros do ponto, porem começava a escurecer e eu resolvi deixar para continuar no outro dia. Voltamos então para o hotel de Medeiros Neto, embora quando passei por Veredas descobri que lá, havia uma espécie de pousada ou pensão.

Dia 13/Jul/2010, após o café da manha no hotel, conversei com um rapaz que conheci no estacionamento do hotel, ele trabalhava no IBGE, e foi muito bom conversar com alguém que não te encarasse como se você fosse um alienígena.

Saímos de Medeiros Neto e partimos novamente rumo ao ponto “G”, desta vez, graças a não sei o que; o GPS estava a traçar a rota conforme eu esperava mesmo que ele fizesse; de modo pois que acabei por perceber um erro que eu havia cometido na véspera em uma certa bifurcação, sendo assim acabamos por ter o trajeto modificado e não fomos mais ate o sitio onde eu fora tão bem recebido no dia anterior.

Mas chegamos a outro sitio onde também a hospitalidade era igualmente convidativa. Parei o carro o mais próximo que pude de uma casinha onde vi um rapaz e um senhor de idade sentados na frente da casa a quem fui expor minhas idéias, estes após algum tempo disseram que por eles não havia impedimento algum, eu poderia sim procurar o tal do ponto; porem, durante o trajeto acabei indo parar em outra propriedade, havia um jovem senhor a cuidar da plantação a quem pacientemente eu contei a minha estória triste.

Este também permitiu minha busca, fui então eu, meu Oregon 300 e minha câmera fotográfica a subir um não muito grande morro, estava relativamente fácil o caminho pois algumas vacas do sitio também eram dadas a elucubrações geográficas, filosofavam freqüentemente sobre o que aconteceria com o Universo se um dia qualquer, um desses intrépidos ruminantes, deparasse com um cruzamento de um paralelo de grau inteiro com um meridiano de grau inteiro, de tal sorte que essas tais vacas geógrafas haviam feito uma trilha bem onde eu precisava.

Mas, como sempre em tudo na vida, nem tudo são flores; quando eu distava uns 80 metros de minha meta, presenciei uma cena curiosa, um belo passarinho sendo devorado por uma víbora, de um lado era apenas uma refeiçãozinha que se consumava, de outro lado era o certo, mas nem por isso desejado fim de uma fugaz e pequenina vida cantante; era a natureza, se mostrando em toda sua crueza, neste momento me lembrei que na estradinha, em que passei naquela manha, a margem de um regato também tínhamos visto um desses repteis a se deliciar com um bronzeamento altamente metabólico.

Neste ponto eu estava já no alto, iniciando a descida da encosta oposta, o mato estava um tanto alto e tanto a cena vista quanto a cena lembrada, fizeram-me refletir sobre a minha própria e insignificante vida, totalmente vulnerável, estava de bota de cano curto, mas de bermuda e camiseta e não tinha nem facão nem faquinha se quer, pensei em minha esposa lá embaixo no carro e ate mesmo na Lilica, eram duas criaturas que dependiam de minha volta são e salvo para que a delas também assim o fosse.

Depois desse drama todo, é claro que espero que todos compreendam o porquê de eu não ter zerado o GPS, desisti quando este indicava que faltavam ainda 80 metros para a confluência 17 Sul - 40 Oeste; mas, com toda certeza pretendo voltar lá, um dia qualquer e tomar nota detalhada de tudo, inclusive dos nomes das pessoas que conheci e que muito bem trataram-me, dar-lhes ciência de que minha empreitada foi bem sucedida, agradecer-lhes e finalmente, zerar o GPS, cravar uma estaca, no exato ponto, marco simbólico desta singela conquista.

English

13-Jul-2010 -- Although my attempt to visit occurred in July 2010, only now I am sending this information. This was due to a problem that occurred with my laptop; initially I thought to have lost all information, (part of this text, photos, path recorded by GPS, etc.), but fortunately I managed to recover this data and I am now pleading for the conquest of the confluence 17S 40W.

It was July 2010 and I was on vacation, as there was a family commitment right in the middle of my vacation, I decided to split it in two steps, in which I would try to visit 2 confluences (16S 41W and 17S 40W) in step 1, return to Petrópolis, and then try to get to another two confluences (14S 44W and 15S 43W) in the second step of vacations; because these were about the closest of Petrópolis, being that I managed to really get around just this confluence 17S 40W.

Day July 8, 2010, Thursday. We left Petrópolis I, my wife and our faithful companion of travel: Lilica, a friendly little puppy of the breed Yorkshire, at the time with 6 months of age, and overnight stay was in Manhuaçu.

Day July 9, 2010, Friday, we left Manhuaçu and arrived for lunch in Ipatinga where our stay was at the home of relatives.

Day July 10, 2010, Saturday, we left this morning from Ipatinga and arrived at the end of the afternoon in Teófilo Otoni, where we spent the night. I enjoyed the stay at the hotel to prepare the last details of the alleged visit, querying maps, tracing manual routes on Google Earth, and passing these routes to the GPS, etc.

Day July 11, 2010, Sunday, we ambled a little in Teófilo Otoni, had lunch and after, we started to Nanuque where we arrived in late afternoon and stayed overnight.

Day July 12, 2010, Monday, we left Nanuque around 09:00 in the morning and we continued the journey. We passed by Senador Aimorés, Lajedão, Medeiros Neto, Veredas, and finally, almost already mid-afternoon, we arrived to Prata, a village that although diminutive, was well on my map, as well as in Google Earth, we had a small snack, took a round by the village and went in search of our larger goal.

It was now that the adventure really began, because for a reason that I do not know which was the route I had inserted in GPS, this was not working as planned, the instrument showed only a straight line between the point where I was and the actual Confluence, i.e. worked only as an electronic compass, so that when it rose a fork, I told myself, was with my instincts, intuition, luck and whatever else.

The path was even good for a 4x4, luckily I was in one, a very valiant Pajero TR4 2005. We went through several gates, and each time more increased the feeling that we were invading alien property, not to mention the fact that the road was getting worse, this was better, not for my wife, but for me, for sure.

We then came to a farm, where was a very strong feeling of invasion, my wife was very disturbed by this impression, but we decided to go ahead anyway. We passed beside a farmyard, after a house where we did not see anyone and of a kind of weird, for our luck, the road was now an appearance, in that it was not so strong that feeling of invasion.

Beyond the gates there were also numerous bridges made of raw trunks, in good condition or not, so that in times, we would pass directly over the creek, there was also deep erosion holes, but nothing big enough to stop us.

We saw a site and we decided to stop and talk with the residents, as it seemed at this point that the confluence was in their domains. We were very well received, but the lady who attended said no, understood none of what I wanted, and forwarded me then to her daughter, which being more studied certainly would understand my mysterious purposes. Having explained everything to the girl, this reassured her mother, saying that he had nothing more, were just a few rattle heads that for lack of anything better to do, we decided to walk behind a point lost in the middle of nowhere, but there were "good people"; having the mother agreed with her daughter, still felt better wait for the arrival of her husband in order to authorize my access of the hill where my electronic compass was showing the point.

It was the end of the afternoon, we talked a bit with both mother and daughter while knew the farmyard of the site, we found this conversation that this family was from the town of Teixeira de Freitas-Bahia. Finally around at 17:00, the respected citizen bike arrived, because he had gone to do some shopping in Prata, having taken science of our goal and relying on his daughter, this nodded with a gesture that I could Yes pick up such appliance and go search for the elusive point. I was then only me, my GPS and my photographic camera; My wife and Lilica were prose with these friendly personas.

I got to about 1200 meters of the point, but it began to darken and I decided to leave to continue the other day, so we went back to the hotel at Medeiros Neto, although when I passed found that there was a kind of hostel or pension.

July 13, 2010, after breakfast at the hotel, I talked with a guy I met in the parking lot of the hotel, he worked at IBGE and it was great to talk with someone who won't take as if you were an alien.

We left Medeiros Neto and we left again towards the point "G", this time, thanks to not know what; the GPS was to trace the route as I expected even if it did; so since I realize an error that I had committed on the eve on a certain bifurcation, so we had the path changed and we were no more until the place where I was so well received on the previous day.

But we came to another site where also the hospitality was inviting. I stopped the car as close as I could from a cottage where I saw a boy and a elderly man sitting in front of the house whom I expose my ideas, after some time they said they had not prevented some, I would rather seek the elusive point. However, during the course I was just going to step on another property, there was a young guy to take care of the planting whom patiently I counted my sad story.

He also allowed my search, so I, my Oregon 300 and my camera started the hike to a not very big hill. It was a relatively easy path because some cows were around, I was philosophizing about what would happen to the Universe if one day any one of these intrepid ruminants, faced with a cross of an entire degree parallel with a line of longitude integer degree in such a luck that these such cows had done a trail well geographers where I needed.

But, as always is everything in life, not all are flowers. When I was about 80 meters of my goal, I witnessed a curious scene, a beautiful bird being devoured by a viper, on one side was just choking, on the other hand was right, but not why you want the end of a fleeting and small singer. It was the nature, if showing in all its rawness, the moment I remembered that in finds, in that I spent on that trick, the margin of a pond also had seen one of these reptiles to be delighted by a highly metabolic tanning.

At this point I was already at the top, starting the descent of the opposite slope, the bush was somewhat high and both the scene view as the scene recalled, they made me reflect on my own and insignificant life, totally vulnerable, was short barreled boot, but bermuda and shirt and had neither machete or little knife if you want. I thought of my wife downstairs in the car and even in Lilica two creatures that depended on my safe return.

After this whole drama, of course, I hope that everyone understands why I haven't zeroed out the GPS, I gave up when this indicated that lacked even 80 metres to the 17S 40W; but, with all certainty I intend to get back there one day any detailed and take note of everything, including the names of the people I met and that they treated me very well, give them that my contact was successful, thank them and finally, reset the GPS, stare at a stake, at the exact point, symbolic landmark of this singular achievement.


 All pictures
#1: Oeste / West
#2: Sul / South
#3: Leste / East
#4: Tela do GPS / GPS proof
#5: Local da cobra e passarinho / Place of the snake and birdie
#6: Trilha de subida e sitio abaixo / Track to up and down hill
#7: Onde deixei o carro / Where I left the car
ALL: All pictures on one page (broadband access recommended)