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the Degree Confluence Project
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Brazil : Pará

4.1 km (2.5 miles) WSW of Igarapé-Miri, Pará, Brazil
Approx. altitude: 12 m (39 ft)
([?] maps: Google MapQuest Multimap world confnav)
Antipode: 2°N 131°E

Accuracy: 20 m (65 ft)
Click on any of the images for the full-sized picture.

#2: Visão sul - south view #3: Visão norte - north view #4: Visão leste - east view #5: GPS #6: Visão oeste e confluência 15 metros adiante - west view and confluence 15 meters ahead #7: A trilha vai até 45 metros da confluência - track goes up to 45 meters to the confluence #8: Balsa para travessia do rio Igarapé-Miri e ponte em construção - ferry crossing Igarapé-Miri River and bridge being constructed #9: Ponte estaiada sobre o rio Guamá - cable-stayed bridge over Guamá River #10: Voltando para Belém de balsa - coming back to Belém by ferry

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  2°S 49°W (visit #2)  

#1: Visão geral - general view

(visited by José Eduardo Guimarães Medeiros)

English

29-Nov-2014 --

Após quase seis meses sem visitar confluências, voltei à ativa no final do mês de novembro de 2014, e muita coisa mudou desde minha última visita a uma confluência, a 3S 40W, localizada nas proximidades de Fortaleza, a cidade que eu morava àquela época.

Buscando novos desafios profissionais, realizei mais uma mudança de cidade, desta vez para Marabá, no sudeste do estado do Pará, nas franjas da Floresta Amazônica. Trata-se da quarta cidade que eu tenho oportunidade de utilizar como ponto de partida para visitas a confluências. Cada mudança como essa abre um universo inteiramente novo de novas confluências.

Na narrativa anteriormente citada, eu havia comentado que aquela era a última confluência que faltava, dentre as que se localizavam próximas de minha casa, e passíveis de serem visitadas em um único dia. Pois bem, com essa mudança, mais um conjunto inteiramente novo de confluências se insere nessa situação.

As confluências ao redor de Marabá, no entanto, guardam duas características bastante peculiares, em comparação com as que se localizam ao redor de Contagem, de Poços de Caldas, e de Fortaleza, as três cidades que eu morei anteriormente e que serviram de base para as visitas. A primeira característica é que todas as confluências ao redor de Marabá, sem exceção, jamais foram visitadas por qualquer pessoa. Trata-se, portanto, de uma excelente oportunidade de registrar confluências realmente inéditas. E a segunda característica é que as confluências dessa nova região têm, em média, um grau de dificuldade muito maior do que as de outras regiões brasileiras. A confluência mais próxima de Marabá, por exemplo, a 5S 49W, localiza-se dentro de uma área preservada da Floresta Amazônica, de mata muito fechada, e pertencente a uma reserva indígena. Embora não vá demorar muito para que eu tente visitá-la, e registre a tentativa, não acredito que eu consiga sucesso.

A Floresta Amazônica, acredito eu, contém as confluências mais difíceis de serem visitadas em todo o mundo. Algumas se localizam a dezenas ou até centenas de quilômetros mata adentro, sem qualquer acesso possível. Uma excursão por terra ou uma descida a partir de um helicóptero, igualmente, trariam, acredito eu, dificuldades muito grandes para quem se aventurasse nessa empreitada. Não consigo imaginar confluência de acesso mais difícil. Não é à toa que trata-se de uma região brasileira com uma densidade muito baixa de confluências já visitadas. No estado do Amazonas, apenas 3,2% do total de confluências já foi visitada, e no estado do Pará apenas 8%.

Apesar disso, uma pesquisa atenta nos permite identificar algumas confluências dentro da floresta que têm acesso fácil ou de dificuldade moderada, localizadas próximas a cidades ribeirinhas ou de estradas vicinais. Nos próximos meses, eu dedicarei atenção especial a essas confluências. E, além disso, como a cidade de Marabá se localiza na borda da floresta, apenas as confluências localizadas a oeste da cidade guardam essa característica. As confluências localizadas a leste estão em regiões mais abertas.

Apesar de estar morando em Marabá, eu decidi visitar, como primeira confluência dessa nova região, uma confluência mais distante, a 2S 49W, localizada nas proximidades da cidade de Belém, capital do estado do Pará e localizada a 565 quilômetros de Marabá. Trata-se, de qualquer forma, de uma confluência também inédita, que nunca foi visitada por ninguém.

Para esta visita, realizei uma viagem que já se tornou tradição para mim, na qual eu pego um ônibus na sexta-feira à noite em direção a uma cidade importante localizada a cerca de 500 quilômetros de casa, viajo a noite inteira, alugo um carro na manhã do sábado, dedico o dia a visitas a confluências e à noite pego um ônibus de volta para casa, viajando a noite inteira novamente e chegando em casa na manhã de domingo. Já realizei viagens nesse formato inúmeras vezes, em todas as cidades nas quais já morei desde que comecei a visitar confluências. A vantagem desse formato de viagem é que consigo alcançar regiões bem distantes de casa e, além disso, o dia inteiro dedicado às confluências me permite visitar duas ou três confluências em um único dia.

Na região amazônica, no entanto, os deslocamentos sempre são mais lentos, uma vez que as estradas nem sempre seguem uma linha reta ligando dois pontos, e há muitas travessias de rio em que não há ponte, e a travessia é feita por balsa. Assim, embora eu até tenha feito o planejamento de visitar duas confluências no dia, só deu tempo de visitar uma.

Peguei o ônibus em Marabá às 21h30min de sexta-feira, dia 28 de novembro e cheguei a Belém por volta de 8h30min do sábado. Uma vez que a ponte localizada na cidade de Moju, no caminho entre Marabá e Belém, está quebrada, o ônibus atravessou o rio de mesmo nome através de uma balsa, e foi a primeira de várias travessias de balsa que fiz nesta viagem.

Ao chegar a Belém, tive um contratempo que atrasou um pouco o início dos trabalhos. Ao chegar à rodoviária da cidade, peguei um táxi até o aeroporto, para alugar o carro. Geralmente eu alugo carro no aeroporto pois lá a agência funciona 24 horas, enquanto a agência do centro geralmente só funciona em horário comercial. Ao chegar ao aeroporto, no entanto, houve falta de energia, e não consegui efetivar a locação. Aguardei um pouco, e, sem perspectiva de que a energia voltasse, resolvi pegar outro táxi até o centro da cidade para efetivar a locação, esperando que à noite, quando eu fosse devolver o carro, eu já tivesse condições de fazer a devolução no aeroporto. Quando eu consegui finalmente pegar o carro, já passava das 10 horas.

A confluência 2S 49W localiza-se próxima à cidade de Igarapé-Miri. Embora esta cidade não seja muito distante em linha reta de Belém, existe entre elas, além de vários outros rios, o gigantesco rio Guamá, que banha a capital paraense e que tem cerca de dois quilômetros de largura. O acesso por terra de Belém até a cidade de Igarapé-Miri só pode ser feito através da alça viária, um gigantesco desvio em rodovia asfaltada que segue em direção leste por dezenas de quilômetros, cruza o rio Guamá em uma região mais favorável, através de uma bela ponte estaiada com dois quilômetros de comprimento, cruza outros rios de grande porte, e percorre todo o caminho de volta na direção oeste.

Fiz todo o trajeto da alça viária e, quando cheguei à cidade de Igarapé-Miri, já passava das 12h30min. Parei em um posto para tomar um lanche e comprar água e segui adiante. Entre a cidade de Igarapé-Miri e o ponto exato da confluência havia o rio de mesmo nome, que banha a cidade, e que, embora não seja muito largo, só pode ser atravessado de balsa. Foi a segunda balsa que peguei no dia. Na cidade de Igarapé-Miri, está em construção uma ponte que servirá para o cruzamento do rio e substituirá a balsa.

Após a travessia do rio, segui mais um quilômetro por asfalto e iniciei o trecho em estrada de terra, que começou em boas condições, mas que foi piorando progressivamente, até eu perceber que estava ficando muito difícil seguir em frente de carro. Decidi, então, estacionar o carro e percorrer o trecho final à pé. Nesse momento, eu estava a 2.200 metros do ponto exato.

A caminhada foi tranquila e consegui seguir por uma trilha até 45 metros da confluência. Entrei no mato e consegui avançar mais um pouco, até chegar a 15 metros do ponto exato, quando então não foi possível ir adiante, devido ao mato muito fechado.

Fiz todo o caminho de volta, atravessei a balsa de volta à cidade de Igarapé-Miri e percebi que já não havia tempo para visitar a segunda confluência que eu havia previsto para este dia, a 2S 48W. Já passava das 15 horas e, para chegar à região desta outra confluência, além de ser necessário percorrer uma grande distância pela rodovia, uma outra travessia de balsa seria necessária, tanto na ida quanto na volta.

Após desistir do projeto de visitar a segunda confluência do dia, segui direto para Belém. Decidi, no entanto, fazer outro caminho. Ao invés de pegar novamente a alça viária e fazer todo o desvio por asfalto, peguei mais uma balsa, que liga a região onde eu estava e a cidade de Belém, uma gigantesca travessia de rio que demorou mais de uma hora para ser concluída. Quando desembarquei em Belém, já passava das 17h30min.

Abasteci o carro, parei em um shopping localizado no centro da cidade para jantar, devolvi o carro e peguei o ônibus de volta para Marabá às 20h50min. Mais uma travessia de balsa sobre o rio Moju dentro do ônibus, a quinta travessia do dia, uma troca de ônibus na cidade de Moju, necessária devido ao fato de o ônibus em que estávamos ter quebrado, e finalmente cheguei a Marabá às 7h30min do domingo.

English

29-Nov-2014 --

After almost six months without visiting confluences, I was back in the end of November 2014, and a lot of things changes since my last confluence visit, the 3S 40W one, located in Fortaleza city neighborhoods, the city in that I was living in that moment.

Searching by new professional challenges, I make one more change, in this time to Marabá city, in the southeast of Pará state, in the border of Amazon Jungle. This is the fourth city that I have the opportunity of use as a starting point to confluence visits. Each change like this opens a completely new universe of new confluences.

In the previously cited narrative, I had commented that that was the last remaining confluence out of confluences located near my home, and accessible by only one-day trip. Well, with this change, a completely new set of confluences lies in this situation.

The confluences in Marabá neighborhoods, however, have two very peculiar particularities, if compared to the ones located in neighborhoods of Contagem, Poços de Caldas and Fortaleza, the three cities in those I lived previously and that I used as starting point to confluence visits. The first particularity is that none confluence around Marabá, without exception, was ever visited before, by any confluence hunter. This is, then, an excellent opportunity to record really new confluence visits. And, the second particularity is that the confluences in this new region are, in general, hardest to visit than the ones located in other Brazilian regions. The nearest confluence from Marabá, for example, the 5S 49W one, locates inside a preserved area of Amazon Jungle, with very dense vegetation, and owned by an Indian Reservation. Although I will soon attempt to visit this confluence, and will register the attempt, I don’t believe that I will succeed it.

The Amazon Jungle, I believe, contains the hardest confluences of the entire world. Some of them locates dozens or even hundreds of kilometers inside the jungle, without any possible access. An excursion by land or a descent from a helicopter, also, will face huge hardness to whom that resolves to make this adventure. I can’t imagine harder confluences. Due to it, this Brazilian region has a very low density of visited confluences. In Amazonas state, only 3.2% of confluences had already visited, and in Pará state only 8%.

Despite this, a careful search allow us to identify some confluences inside jungle that has easy of moderately hard access, located near riparian cities or secondary roads. In the next months, I will dedicate special attention to these confluences. Beside of this, as Marabá city locates in the border of jungle, only the confluences located in the west side has this characteristic. The confluences located at the east side are in more open regions.

Although I was living in Marabá, I decided to visit, as my first confluence in this new region, a farther confluence, the 2S 49W one, located in neighborhoods of Belém city, capital of Pará state, and located 565 kilometers from Marabá. It’s, in any case, a never visited confluence, too.

To this visit, I make a kind of trip that is already a tradition to me, in that I catch a bus in Friday night going to an important city located about 500 kilometers far of my home, spend the whole night in the bus, rent a car in Saturday morning, spend all day visiting confluences and, at night, I catch other bus back home, spend the whole night at the bus again and arriving at home Sunday morning. I already make many trips of this kind, in all cities in those I already live since I started to visit confluences. The advantage of this kind of trip is that I reach very distant regions from my home and, besides of this, the whole day dedicated to confluences allows me to visit two or three in only one day.

In Amazon region, however, the displacement is always slower, due to the roads generally didn’t follow a straight line connecting two points, and there are many river crossings without a bridge, with the crossing being made by ferry. So, although I make the plan of visit two confluences in the same day, I only get one.

I caught the bus in Marabá at 21:30 of Friday, November 28, and arrived at Belém about 8:30 of Saturday. The bridge located in Moju city, in the way from Marabá to Belém, is broken, and the bus crossed the Moju River across a ferry. This was my first ferry of this trip.

When arriving at Belém, I had a misfortune that delayed a bit the start of confluence hunting. When arriving at bus station of the city, I caught a taxi to the airport, in order to rent a car. Generally, I rent a car at the airport because there the rent car agency stays opened 24 hours, while the downtown agency stays opened only in business hours. After arriving at the airport, however, there was a power outage and I couldn’t commit the location. I waited a bit and, without any perspective of the energy return, I decided to catch other taxi up to downtown in order to commit the location, with the hope of, at night, I already have condition of deliver the car at the airport. When I finally caught the car, it was more than 10:00.

The confluence 2S 49W is located near Igarapé-Miri city. Although this city isn’t very far from Belém, as the crow flies, there is, between them, beside any other rivers, the huge Guamá River, that circles Belém and that is two kilometers wide. The access by road from Belém to Igarapé-Miri is made by a ring road, a huge detour in paved road that follows to east by dozens of kilometers, cross Guamá River in a more favorable region, by a beautiful cable-stayed bridge two kilometers long, cross other big rivers and follows and the way back in west direction.

I made all the way by the ring road and, when arriving at Igarapé-Miri city, it was after 12:30. I stopped at a gas station in order to take a snack and buy water and went ahead. Between Igarapé-Miri city and the exact point of the confluence there was the Igarapé-Miri River, which circles the city, and which, although not so wide, can only be crossed by a ferry. It was the second ferry that I caught in the day. In Igarapé-Miri city, a bridge is being constructed, and it will be used to cross the river and will replace the ferry.

After crossing the river, I followed one more kilometer by paved road and started the leg in dirt road, initially in good condition, but worsen more and more, until I realized that it turns very hard to follow ahead by car. Then, I decided to stop the car and to manage the remaining leg on foot. At this moment, I was 2,200 meters to the exact point.

The hike was easy and I followed by a track up to 45 meters to the confluence. I got in the bush and progress a bit more, up to 15 meters to the exact point, when it wasn’t possible to go ahead, due to dense bush.

I made all the way back, crossed the ferry back to Igarapé-Miri city and realized that it wasn’t enough time to visit the second confluence previewed to this day, the 2S 48W one. It was after 15:00 and, in order to arrive at the region of the other confluence, beyond the necessity of facing a long distance by the road, there was other river crossing by ferry, going and coming back.

After giving up of the project of visiting the second confluence of the day, I went straight to Belém. I decided, however, to make other way. Instead of catching again the ring road and make all the detour by paved road, I caught other ferry, which joins the region where I was and the city of Belém, a huge river crossing that lasted more than one hour to be concluded. When I landed at Belém, it was after 17:30.

I fill up the car, stopped at a mall located in downtown in order to have dinner, delivered the car and caught the bus back to Marabá at 20:50. One more river crossing by ferry over Moju River, in the bus, the fifth of the day, a bus change in Moju city, necessary due to bus broken, and I finally arrived at Marabá at 7:30 of Sunday.


 All pictures
#1: Visão geral - general view
#2: Visão sul - south view
#3: Visão norte - north view
#4: Visão leste - east view
#5: GPS
#6: Visão oeste e confluência 15 metros adiante - west view and confluence 15 meters ahead
#7: A trilha vai até 45 metros da confluência - track goes up to 45 meters to the confluence
#8: Balsa para travessia do rio Igarapé-Miri e ponte em construção - ferry crossing Igarapé-Miri River and bridge being constructed
#9: Ponte estaiada sobre o rio Guamá - cable-stayed bridge over Guamá River
#10: Voltando para Belém de balsa - coming back to Belém by ferry
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