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the Degree Confluence Project
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Brazil : Tocantins

28.2 km (17.5 miles) SSW of São José, Tocantins, Brazil
Approx. altitude: 279 m (915 ft)
([?] maps: Google MapQuest Multimap world confnav)
Antipode: 11°N 131°E

Accuracy: 1.6 km (1733 yd)
Click on any of the images for the full-sized picture.

#2: ... e, logo adiante, a estrada virou um rio de água corrente - ... and, just ahead, the road became a river with running water #3: Início da trilha, confluência 1.950 metros adiante - beginning of track, confluence 1,950 meters ahead #4: Novo trecho alagado, desta vez sem condições de prosseguir, mesmo a pé - new flooded area, at this time without any conditions to go ahead, even on foot #5: Cheguei a 1.580 metros da confluência - I went up to 1,580 meters to the confluence

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  11°S 49°W (visit #2) (incomplete) 

#1: A 4.950 metros da confluência, a estrada estava totalmente alagada... - at 4,950 meters from the confluence, the road was totaly flooded...

(visited by José Eduardo Guimarães Medeiros)

English

17-dez-2013 -- Esta narrativa é uma continuação da visita 10S 49W.

Após a primeira visita do dia, segui viagem rumo ao sul, através da rodovia BR-153 até pouco depois da cidade de Santa Rita do Tocantins. O próximo destino seria a confluência 11S 49W. Quando cheguei ao início do trecho em estrada de terra, ainda eram 10h30min da manhã e eu já estava a apenas 12 quilômetros da segunda confluência do dia. Tudo levava a crer, portanto, que eu conseguiria com facilidade realizar as três visitas planejadas. O que eu não imaginava é que, pouco depois, a situação iria mudar completamente.

Iniciei o trecho em estrada de terra. A estrada continha grandes poças de água e alguns trechos com barro que dificultavam a passagem. Nos trechos mais secos, no entanto, a estrada era incrivelmente lisa, o que permitia seguir a 70 quilômetros por hora.

Quando eu estava a 4.950 metros da confluência, no entanto, cheguei a um ponto da estrada no qual eu não me arriscaria a passar de carro. Havia uma enorme área de alagamento que cobria a estrada por uma grande extensão e por toda a sua largura e, logo a seguir, a estrada havia se transformado em um córrego com água corrente.

Para chegar à confluência, a única alternativa seria seguir à pé, percorrendo a distância de pouco menos de 10 quilômetros de ida e volta. Não era uma distância tão grande assim, e por isso optei por seguir em frente. O que eu não imaginava é que eu caminharia mais do que isso e ainda não conseguiria chegar até o ponto.

O primeiro problema foi afundar o pé inteiro na água para atravessar o trecho alagado. Após fazer isso, tive de seguir em frente com os tênis e as meias encharcados.

Após os primeiros três quilômetros de caminhada, eu deixei a estrada de terra e entrei por uma trilha que margeava uma cerca. Neste momento, eu estava a 1.950 metros do ponto exato. Caminhei por mais 370 metros pela trilha e cheguei a um ponto totalmente intransponível, mesmo a pé. A trilha, ao passar por dentro de uma floresta, estava totalmente alagada, e para atravessar só indo com a água acima da cintura ou então entrando na mata e procurando por um desvio seco. Sem alternativa, voltei para a estrada de terra.

Quando eu já tinha desistido da confluência e iniciado o caminho de volta, tive mais uma ideia. Eu havia imprimido uma foto aérea daquele ponto onde eu estava e também do ponto exato da confluência, que ficava, seguindo aquela trilha alagada, a 1.950 metros a oeste. Como a estrada de terra na primeira foto seguia rumo a noroeste, e na foto do ponto exato convergia uma estrada de terra vindo da direção nordeste, eu imaginei que havia uma possibilidade de ambas serem a mesma estrada. Com essa possibilidade em mente, segui em frente pela estrada, às cegas, me baseando apenas na seta do GPS e na visão da paisagem.

Caminhei pela estrada de terra por mais 2.200 metros, sem conseguir reduzir a distância da confluência e sem encontrar nenhuma outra estrada que convergisse na direção certa. Para piorar a situação, entre a estrada e o ponto exato eu via agora uma represa e um grande trecho de floresta. Logo à minha frente, a estrada fazia uma curva na direção errada. Sem qualquer expectativa de chegar ao ponto exato, não vi outra opção a não ser desistir. Então, fiz todo o caminho de volta até o carro.

Após caminhar um total de 11.140 metros e ter de atravessar novamente o trecho alagado da estrada, meus pés, que já haviam secado, se encharcaram novamente.

Alguns dias depois, ao analisar as imagens completas do Google Earth, eu percebi que a estrada de terra em que eu estava, realmente, nunca iria convergir para a confluência. A estrada que aparentemente convergia para o ponto exato era interrompida pela represa que eu havia avistado, e, portanto, não servia para nada. Provavelmente, era usada antes da construção da represa. O único acesso possível à confluência, segundo as imagens de satélite, seria pegar uma trilha que passa ao lado da represa e atravessa toda a floresta. Ao que tudo indica, foi este o caminho utilizado pelo visitante anterior. No entanto, nas condições em que estava aquela região, acho muito provável que esta trilha também estivesse alagada.

De volta ao carro, voltei para Palmas através de um outro caminho, pegando a rodovia TO-255, atravessando o rio Tocantins nas proximidades da cidade de Porto Nacional e finalmente pegando a rodovia TO-070. Peguei uma chuva muito forte neste trecho da viagem, o que exigiu que eu reduzisse a velocidade. Quando cheguei a Palmas, já eram quase 4 horas da tarde e eu ainda não havia almoçado. Já não havia tempo suficiente para visitar a terceira confluência do dia. Uma rápida visita na parte da manhã havia me dado a expectativa de ter tempo suficiente para realizar as três confluências planejadas, e, no entanto, acontecimentos subsequentes fizeram com que eu conseguisse apenas uma. Uma situação muito semelhante havia acontecido no Ceará, conforme a narrativa da visita 4S 39W.

Parei para almoçar em um shopping da cidade. Antes do almoço, porém, troquei as meias, que continuavam encharcadas, uma vez que o ar condicionado do carro não permitiu que elas se secassem. Eu já devia ter trocado as meias desde o momento em que eu terminei a caminhada e já estavam formando bolhas nos pés.

Após o almoço, abasteci, lavei e devolvi o carro. Peguei um táxi até a rodoviária de Palmas, onde eu pegaria o ônibus para a cidade de Goiânia às 20 horas.

Esta narrativa continua na visita à confluência 17S 49W.

English

17-Dec-2013 -- This narrative continues from 10S 49W.

After the first visit of the day, I headed south by BR-153 highway up to a bit after Santa Rita do Tocantins city. The next destination would be 11S 49W. When I arrived at the starting point of a dirt road leg, it was even 10:30 and I was only 12 kilometers far from the second Confluence of the day. Apparently, then, I would get all three planned Confluences easily. However, a bit after, all would change completely.

I started the dirt road leg. The road had huge puddles and some parts with mud that hindered the passage. On dry parts, however, the road was incredibly flat, allowing me to go at 70 kilometers per hour speed.

When I was 4,950 meters from the Confluence, however, I arrived at a point of the road that I wouldn’t risk to pass by car. There was a huge flooded area covering a big length of the road and all its width. After, the road became a stream with running water.

In order to go to the Confluence, the unique option would be to go by foot, managing the 10 kilometers round distance. It wasn’t a so big distance, and then I opted to go ahead. I didn’t imagine that I would hike a distance bigger than this and wouldn’t manage to go to the point.

The first problem was sinking the entire feet in the water in order to cross the flooded leg. After doing this, I had to continue with soaked tennis and sockets.

After the first three kilometers of hike, I left the road and entered in a track that bordered a fence. At this moment, I was 1,950 meters to the exact point. I hiked 370 meters more by the track and arrived at a totally impassable point, even on foot. The track, when passing inside a forest, was totally flooded, and to cross it, it would be necessary to go with water up to the waist or to enter in the forest to search for a dry detour. Without any alternative, I came back to the road.

When I had already given up of the Confluence and started the way back, I had other idea. I had printed an aerial photo of the area in that I was at that moment, and also an aerial photo of the confluence point, located, following by the flooded track, 1,950 meters to the West. As the dirt road of the first photo heads to northwest and in the photo of the Confluence a dirt road converges coming from northeast, I imagined that there was a possibility of both being the same road. Believing in this possibility, I followed by the road, blindfold, using only the GPS arrow and my viewpoint of the landscape.

I hiked by 2,200 meters more, without managing to reduce the confluence distance and without finding any other road that headed to the right direction. To make things worse, I started to see a dam and a big area of forest between the road and the Confluence. In front of me, the road turned to the wrong direction. Without any expectative of arrival at the exact point, I gave up and made all the way back.

After hiking by 11,140 meters, I crossed again the flooded part of the road, and my feet, already dry, soaked again.

Some days after, when analyzing the complete images of Google Earth, I realized that the road, really, never goes to the Confluence. The road that apparently goes to the exact point is interrupted by the dam that I had seen and, then, is useless. Probably, it was useful before the construction of the dam. The unique possible access to the Confluence, according to satellite photos, would be to catch a track that passes beside the dam and crosses the whole forest. Apparently, this was the way used by the previous visitor. However, due to the current conditions of the region, I think that this track probably would be flooded, too.

Back to the car, I came back to Palmas by another way, catching the TO-255 highway, crossing Tocantins river near Porto Nacional city and finally catching TO-070 highway. I faced a thunderstorm in this region, which forced me to reduce the speed. When I arrived at Palmas, it was almost 16:00 and I hadn’t even had lunch yet. There wasn’t enough time to make the third visit of the day. A quick visit at the morning had given me the expectation of having enough time to make the three planned visits, but the subsequent facts denied me to make more than one visit. A situation very similar had happened at Ceará state, as shown in the narrative 4S 39W.

I stopped to have lunch at a mall. Before the lunch, however, I changed my sockets, which were still soaked, because the air conditioning of the car prevented them to dry. I should have changed them since the moment in that I finished the hike and now it was forming blisters on my feet.

After the lunch, I fed, washed and delivered the car. Then, I caught a cab up to Palmas bus station, where I would catch the bus to Goiânia city at 20:00.

This narrative continues on 17S 49W.


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#1: A 4.950 metros da confluência, a estrada estava totalmente alagada... - at 4,950 meters from the confluence, the road was totaly flooded...
#2: ... e, logo adiante, a estrada virou um rio de água corrente - ... and, just ahead, the road became a river with running water
#3: Início da trilha, confluência 1.950 metros adiante - beginning of track, confluence 1,950 meters ahead
#4: Novo trecho alagado, desta vez sem condições de prosseguir, mesmo a pé - new flooded area, at this time without any conditions to go ahead, even on foot
#5: Cheguei a 1.580 metros da confluência - I went up to 1,580 meters to the confluence
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